Dois cents do que aprendi em 2015

por Rafa

Daí que o Bulletproof Musician fez um post grandinho sobre as lições e investigações mais importantes de 2015, segundo ele mesmo.

Guitarristicamente, 2015 foi um ano bem legal pra mim. Consegui manter uma rotina bacana de estudos diários e de ensaios semanais. Toquei com muita gente e me apresentei em alguns lugares. Dei aula e tive aula por tabela, pois estudantes também são mestres implacáveis. Aprendi muita coisa da minha profissão, dessas coisas que se aprendem na rua ao invés da sala de aula. Musicalmente, amadureci bastante.

Então, quero deixar aqui meus dois cents de sabedoria:

1 – Estudo metódico e regular funciona: talvez seja o mais difícil de alguém perceber, principalmente quando se está começando. A gente vê a estrada, as páginas dos métodos a serem lidas e a quantidade de aulas e ensaios a serem feitos e nos intimidamos.

Só que, sendo diligente, as coisas acontecem e a gente melhora. É difícil perceber isso enquanto praticamos, justamente porque estamos tão imersos naquilo que não dá pra olhar com calma com um olhar de fora. Nosso foco inevitavelmente cai no que é mais micro, expediente e pontual. Mas quando completamos um ciclo – um fechamento de um ano de trabalho ou ano letivo, férias, etc. – a gente consegue se desengajar da prática e perceber de forma mais objetiva o que mudou em nós.

É como perder peso: é difícil notar algo visível se olharmos pros nossos corpos diariamente no espelho. Mas se compararmos fotos de antes e depois, veremos a transformação (assumindo-se, claro, a mudança no estilo de vida)

2 – Estudar é tão importante quanto não estudar: desengajamento da prática é importante. De tempos precisamos abandonar por completo nossas rotinas e fazer algo lúdico para recarregar as baterias: viajar, passear por aí, ler alguma coisa, jogar videogame, etc.

Pra mim, é algo que fica bastante nítido nesses dias de pausa de natal e ano novo.

Fim do dia, finais de semana e férias tão aí pra isso. Mas é muito fácil a gente esquecer a hora da pausa e querer compensar por algo que não ficou muito bom no ensaio, ou que parece permanentemente capenga. Parece uma boa idéia redobrar os reforços (de vez em quando é inevitável), mas isso tem um preço.

A mente e o corpo precisam de tempo para se recuperar. O descanso é parte do caminho e da rotina de estudos.

E vocês? O que 2015 trouxe de bom (ou levou de ruim)? O que vocês aprenderam? E o que vocês querem nesse ano de 2016?

Da minha parte, desejo um ano épico para vocês. Que vocês cresçam bastante, aprendam, conquistem coisas e se divirtam no processo. E saúde – que na real é o mais importante. =)

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