O instrumentista acompanhador: solo, em grupos pequenos e formações orquestrais

por Rafa

Uma coisa que o William Leavitt fala é que o guitarrista/violonista precisa ter uma postura diferente e adaptar uma levada em função do tipo de grupo com o qual ele vai tocar.

Assumindo-se que não é um espetáculo solo e que o acompanhamento não esteja todo escrito por extenso e de forma detalhada, o instrumentista pode ser o único acompanhador, fazer parte de um pequeno grupo ou de um grande grupo.

Se o guitarrista/violonista está sozinho acompanhando alguém, ele é a banda. Ele sozinho vai ter que dar conta de fazer os ritmos e cuidar do espaçamento de vozes do acompanhamento. Pra isso, o ideal é secar um pouco as articulações da levada, sem descaracteriza-la nem abafar muito a sonoridade. Além disso, precisa tomar cuidado com as inversões dos baixos.

Se o guitarrista/violonista está num grupo pequeno (leia-se: sem naipe de instrumentos, mas com alguém no baixo, um batera/percussão e, se possível, outro instrumento acompanhador, como piano ou outro violão ou guitarra) ele precisa secar ainda mais a sua levada, de moto que as levadas rítmicas fiquem mais evidentes. Como já tem alguém fazendo o baixo, ele não precisa se preocupar tanto assim com as inversões.

Agora, se o guitarrista/violonista está num grupo grande (leia-se: com pelo menos um naipe de madeiras, metais ou cordas) ele precisa deixar a levada soar o máximo de tempo possível casando tudo com a levada do baixo. Como haverá uma massa instrumental já ocupada com a articulação rítmica (quase sempre a metaleira), o violão e a guitarra pode tocar a harmonia com tempos mais cheios, fazendo o que chamamos de “cama”.

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