Dicas pra inversão de acordes – Tétrades diminutas

por Rafa

Essa informação já é (ou pelo menos deveria ser) velha conhecida de quem já tem experiência em música. Entretanto, quem é novato, não tem o hábito de tocar jazz e nem música brasileira talvez vá se beneficiar dessa informação.

Acordes diminutos ocorrem com bastante freqüência em estilos musicais harmonicamente mais complexos. No rock é um tipo de acorde pouco comum, mas ele aparece bastante no jazz, no blues e num monte de estilos brasileiros.

Tétrade diminuta do sétimo grau resolvendo no acorde da tônica

Em português, a diferença entre uma tríade e uma tétrade diminuta é a presença do sétimo grau diminuto. Em inglês, entretanto, o termo “diminished chord” se refere exclusivamente à tríade diminuta (t, b3, b5), enquanto que o termo “diminished seventh chord” se refere à tétrade diminuta (t, b3, b5, bb7).

Em 99,99% dos casos, este acorde terá função dominante, normalmente resolvendo no acorde menor da tônica. Exatamente como o exemplo acima.

A tétrade diminuta tem uma propriedade interessante: como ela é composta de três terças menores sobrepostas, todos os seus intervalos são simétricos entre si. Isto significa que qualquer inversão deste acorde vai gerar um outro acorde diminuto exatamente igual.

Se invertermos uma tétrade diminuta de C, teremos uma tétrade de Eb, de Gb ou de Bbb (que, enarmonizado, é um acorde de A diminuto). Todos estes acordes soam muito próximos, e podem ser substituídos entre si sem problema algum.

No caso da guitarra, é facílimo fazer esta substituição: basta tocar o mesmo shape do acorde três casas acima ou abaixo no braço do instrumento. Não tem como errar.

Alguns shapes da tétrade diminuta de C. Estes acordes podem ser tocados três casas acima ou abaixo da posição indicada sem perder a sonoridade e a função

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