E quando a teoria musical não tem nada a ver com a prática?

por Rafa

De vez em quando, escuto desabafos de músicos reclamando que o estudo da teoria musical não tem qualquer relação com a vida prática do músico. Que as tríades em posição estreita das aulas de harmonia não tem nada a ver (pelo menos num primeiro momento) com as levadas de rock. Ou então, por que diabos é proibido escrever oitava paralela se no jazz isso acontece o tempo todo.

Sei como é, já estive nessa situação. Entendo sua dor e sou solidário.

Falando grosseiramente, o estudo de teoria musical serve pra duas coisas:

A primeira função da teoria, que na minha opinão a mais importante, é dar ao músico ferramentas para entender o que diabos está acontecendo. É o que vai permitir ao músico olhar pra partitura e ouvir o que está sendo tocado sem ficar pensando “meu deus, o que diabos está acontecendo aqui”.

A segunda função é oferecer bases para uma comunicação comum a músicos de diversos estilos. É como se fosse a “gramática do musiques”.

Assim, o saxofonista de jazz consegue entender e responder ao violinista da orquestra. Assim o guitarrista, aquele que não sabe como se segura uma baqueta ou em que lado vai o prato de condução, pode explicar pro batera quando que ele vai atacar, por exemplo.

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