Porque educação musical é importante

por Rafa

We can easily see how prevalent music is in all our lives, from Ipods to ring-tones to radio to concerts.

Still, one aspect of music has been removed from the equation little by little to the detriment of our society.

The wall between creators and consumers has been built thick and tall over the past 20 years. Tape recorders of the 1970′s used to record, not just play.

Computers give some ability to record one’s musical ideas but the molds they force us into make us think in codified ways.
 Music is not a product but a shared art.

Our society will benefit if children are taught that they can create something, not just consume something.

Writing music should be fostered and encouraged in the schools.

É fácil ver o quão predominante a música é em toda a nossa vida, dos Ipods aos rigntones, do rádios aos concertos.

Ainda assim, um aspecto da música vem sendo removido da equação aos poucos, em detrimento da nossa sociedade.

A barreira entre criadores e consumidores ficou maior ao longo desses últimos vinte anos.  Gravadores de fita da década de setenta apenas gravavam, mas não tocavam.

Computadores nos permitem gravar ideias musicais, mas os moldes aos quais somos submetidos nos faz pensar de formas engessadas.

Música não é um produto, mas uma arte compartilhada

Nossa sociedade se beneficará se crianças forem ensinadas que podem criar, e não apenas consumir.

Escrever música deveria ser desenvolvida e encorajada em escolas

Esse texto é do Philip Lasser. Ele é pianista, compositor contamporâneo respeitado e professor da Juilliard School of Music. Uma das bandeiras que ele defende é da educação musical de crianças, como parte do currículo regular.

Por uma série de motivos que não cabe explicar agora, nossa sociedade se polarizou em dois grandes grupos: pessoas que produzem música e pessoas que consomem musica. Normalmente, quem faz parte de um dos grupos está automaticamente excluído do outro. Obviamente existem exceções, mas eu acredito que exceções só existem para confirmar regras.

Essa é mais uma falsa dicotomia, na minha humilde opinião: de que existem músicos e não músicos. Um grupo que sabe fazer e outro que não sabe.

Bullshit.

Todo mundo tem uma capacidade de fruição e entendimento da música. É por isso que regimos a ela – aliás, é por isso que, para começo de conversa, chamamos de música uma série de determinados sons arrumados arbitrariamente, enquanto que não dizemos o mesmo de outros sons. Música é, antes de tudo, intenção.

Se você bate o pé ao som de uma música, você é músico. Se você dança, além de dançarino, é músico também (talvez todo dançarino seja músico, embora a recíproca não seja verdadeira). Se você coloca a música para tocar em loop eterno que nem um junkie atrás da proxima dose, você também é músico. E se você desliga o aparelho de som porque não aguenta ouvir certas coisas, você é músico também, porque até para odiar precisamos ser sensibilizados e ter capacidade de discriminação.

Todo mundo é musico.

Em parte, a crença nessa separação falsa se dá, dentre outros motivos, porque recebemos uma educação musical péssima. Isso quando recebemos. Aulas de música são tidas como luxo superfluo. Pouquíssimas pessoas tem a oportunidade de vivenciar uma educação musical em algum nível.

Pergunte pros seus amigos quais deles já fizeram uma aulinha de violão que seja, e te garanto que não serão muitos a levantar as mãos. A maioria nunca fez aula de nada nem na época da escola.

É triste, mas muita gente vive e morre sem experimentar isso. No entanto, todo mundo ama música.

É sobre isso que Philip Lasser nos chama a atenção. Em parte, ouvimos de forma passiva tudo que é empurrado para nós porque não entendemos bulhufas do que está sendo tocado. Não que o que seja feito hoje seja intrinsecamente ruim (e não é), mas é perigoso ouvir sem atenção, sem desconfiarmos do que esta sendo tocado para nós.

Veja o que acontece quando somos roubados do refinamento de nossa sensibilidade musical:

Joshua Bell, violinista aclamado e vencedor do Grammy, se dispos a participar de um experimento e a tocar por uma hora no metrô de NY para quem quisesse ouvir, de graça. Levou seu violino de concerto – avaliado em torno de 3.5 milhões de dólares – e tocou várias peças difíceis. Chamou a atenção de meia dúzia de pessoas, somente. O mais provável e que tenha sido tomado por um músico de rua.

Algumas semanas depois, tocou em Londres e Boston em dois concertos lotados, com o valor medio do ingresso de cem dólares. Parece que só nos ligamos do valor da arte quando alguém a coloca numa sala de concerto, quando alguém aponta e nos diz “olha, tá vendo? Isso que é música”

Somos todos músicos, mas não fazemos ideia do que se passa diante de nós.

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